Escola do Rio homenageia Lula na Sapucaí e oposição aponta propaganda antecipada

Desfile da Acadêmicos de Niterói retrata trajetória do presidente e vira alvo de ação no TSE após reação de partidos e lideranças adversárias

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) foi homenageado no desfile da Acadêmicos de Niterói, que abriu o Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro neste domingo (15), na Marquês de Sapucaí.

Com o enredo “Do alto do mulungu surge a esperança: Lula, o operário do Brasil”, a escola retratou a trajetória do presidente desde a infância em Garanhuns (PE), a migração para São Paulo, a atuação no movimento sindical e a chegada ao Palácio do Planalto. Lula acompanhou o desfile no camarote do Executivo municipal, ao lado do prefeito Eduardo Paes (PSD), ministros e aliados. Em determinado momento, desceu à pista e beijou a bandeira da agremiação.

A apresentação também encenou episódios marcantes da vida política do petista, como a eleição presidencial e a passagem de faixa para Dilma Rousseff (PT). Houve ainda referências ao processo de impeachment, com menção ao ex-presidente Michel Temer (MDB), além da representação de um personagem chamado “Bozo”, associado ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL). O desfile incluiu também a prisão de Lula, o retorno ao poder e uma ala que fez alusão ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), além de referências a programas sociais dos governos petistas.

A homenagem provocou reação de partidos e lideranças da oposição. O Partido Novo acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), pedindo a proibição da presença do presidente e da execução do samba-enredo, sob a alegação de propaganda eleitoral antecipada, já que Lula é apontado como pré-candidato à reeleição.

Na última quinta-feira (12), o TSE decidiu que impedir previamente o desfile configuraria censura, mas manteve o processo em tramitação para apurar eventual irregularidade. Parlamentares como Sergio Moro (União-PR) e Nikolas Ferreira (PL-MG), além do governador Romeu Zema (Novo), do presidente do Novo, Eduardo Ribeiro, e da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, criticaram o desfile e afirmaram que pretendem levar o caso à Justiça.

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