A Justiça da Paraíba condenou, nesta sexta-feira (13), o ex-diretor do Hospital Padre Zé, Egídio de Carvalho Neto, e o ex-coordenador de Tecnologia da Informação da unidade, Samuel Rodrigues Cunha Segundo, por envolvimento no desvio de equipamentos eletrônicos doados à instituição. A decisão foi proferida pela juíza Ana Christina Soares Penazzi Coelho, da 3ª Vara Criminal de João Pessoa, no âmbito da Operação Indignus.
De acordo com a sentença, os dois participaram de um esquema que resultou na retirada e comercialização irregular de bens recebidos da Receita Federal, destinados ao hospital e à Ação Social Arquidiocesana. Entre os materiais desviados estavam celulares, tablets e outros aparelhos de alto valor.
As investigações apontaram que pelo menos 676 itens desapareceram entre junho e julho de 2023, gerando um prejuízo superior a R$ 500 mil. Parte dos produtos havia sido recebida em Foz do Iguaçu e, posteriormente, armazenada em uma sala da presidência do hospital, espaço com acesso restrito. Ao longo da apuração, 12 das 15 caixas guardadas no local foram encontradas sem os equipamentos.
Ainda conforme a decisão judicial, os aparelhos teriam sido vendidos de forma clandestina, com predominância de pagamentos em dinheiro. A magistrada entendeu que houve divisão de funções no esquema: Samuel seria responsável por operacionalizar as vendas, enquanto Egídio, na condição de gestor da unidade, teria coordenado as ações.
Para fundamentar a condenação do ex-diretor, a juíza aplicou a teoria do domínio do fato, ao considerar que ele detinha poder de comando e controle sobre a dinâmica do esquema dentro da instituição.


























