MP investiga Prefeitura de Campina Grande por contratos de 7,1 milhões da Saúde

A gestão do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, entrou no radar dos órgãos de controle após a formalização de contratos que somam R$ 7,1 milhões para a prestação de serviços na área da saúde. As contratações, realizadas por meio de dispensa de licitação, passaram a ser questionadas quanto à legalidade e à justificativa administrativa, abrindo um novo flanco de desgaste político para a administração municipal.

O Ministério Público da Paraíba instaurou procedimento para apurar possíveis irregularidades nos atos, a partir de denúncia encaminhada à Ouvidoria do órgão. O foco da investigação recai sobre a adequação das dispensas às exigências da nova Lei de Licitações, especialmente no que diz respeito à caracterização de urgência ou excepcionalidade, requisitos legais para a adoção desse tipo de contratação direta.

Segundo os autos, duas dispensas concentram os maiores valores: a de nº 16040/2024, no montante de R$ 2,38 milhões, e a de nº 16169/2024, que alcança R$ 4,77 milhões. Ambas teriam sido utilizadas para aquisição de medicamentos de uso contínuo e insumos hospitalares. Para o Ministério Público, a natureza dos objetos contratados levanta dúvidas sobre a necessidade de contratação emergencial, uma vez que não se tratariam de demandas imprevisíveis ou extraordinárias.

Em resposta, a Secretaria Municipal de Saúde sustenta que os processos seguiram trâmites formais, com cotações de preços, parecer jurídico e encaminhamento ao Tribunal de Contas do Estado. A pasta argumenta ainda que os contratos visaram garantir o funcionamento da atenção básica, da saúde mental e da rede hospitalar. Apesar disso, o MPPB aponta a existência de lacunas documentais e avalia que, até o momento, as informações apresentadas não são suficientes para afastar as suspeitas. O desdobramento do caso pode ter impacto político e administrativo, em um cenário de crescente pressão sobre a gestão municipal por maior transparência e rigor no uso dos recursos públicos.

Artigo anteriorJoão Azevêdo abre Ano Letivo 2026 e anuncia novos investimentos na educação da Paraíba 
Próximo artigoFiscalização apreende produtos impróprios para consumo em supermercados de Lagoa Seca

DEIXE UMA RESPOSTA

Por favor digite seu comentário!
Por favor, digite seu nome aqui