Campina Grande vive uma experiência administrativa inovadora. Não é gestão pública, é gestão por improviso. O caos passou a ser rotina.
Salários atrasados deixaram de ser exceção e passaram a ser política informal.
Subvenções hospitalares, mesmo com verba carimbada e destino certo, evaporaram no caminho entre a conta da prefeitura e quem realmente presta o serviço. Os hospitais agonizam. Os pacientes também.
Secretarias municipais, por sua vez, estão redescobrindo a vida fora do gabinete: despejadas por inadimplência desde julho, aprenderam que aluguel não pago tem consequência, novidade aparentemente desconhecida pelo setor de finanças do município.
O capítulo mais pedagógico, no entanto, é o dos carros locados.
Sem pagamento, as locadoras acionaram o sistema antifurto e bloquearam os veículos.
A prefeitura literalmente parou. Não por greve, não por protesto, mas porque o cartão não passou. Gestão pública versão “sem saldo”.
Campina Grande não enfrenta uma crise política. Enfrenta algo mais grave: uma crise de competência. Não falta discurso, falta controle. Falta pagamento. Falta administração.
Se a prefeitura fosse uma empresa, já teria fechado as portas. Como é poder público, segue aberta, devendo, atrasando e improvisando, como se isso fosse governar.





























