Opinião: Quando a Prefeitura é despejada, a pergunta é inevitável: quem deveria sair?

Como se não bastassem os salários atrasados dos servidores, o desastre ambiental no Açude Velho causado pela total omissão do poder público, obras paralisadas, ruas esburacadas e uma cidade que sente diariamente o peso do abandono, Campina Grande assiste a mais um capítulo vexatório da atual gestão. Quando se imaginava ter chegado ao fundo do poço, ficou claro que ainda há muito a afundar.

A Prefeitura de Campina Grande, mais precisamente as Secretarias de Obras e de Administração, pasmem, justamente a pasta responsável pelos pagamentos, foi despejada por decisão judicial.

Isso mesmo. O poder público municipal, que deveria ser exemplo de legalidade e organização, ocupava um imóvel com aluguéis em atraso desde julho de 2025, conforme decisão da 2ª Vara da Fazenda Pública.

A Justiça determinou a desocupação do imóvel, deixando claro que o chamado interesse público não poderia servir de escudo para inadimplência e desorganização administrativa. Caso a ordem não fosse cumprida, o despejo poderia ocorrer, inclusive com apoio policial.

A imagem de um caminhão carregando móveis, arquivos e utensílios das secretarias despejadas é mais do que simbólica. É o retrato fiel de uma gestão desmontada, improvisada e sem rumo.

Se não consegue honrar contratos básicos, o principal gestor do município tampouco demonstra condições de conduzir uma cidade do porte de Campina Grande.

A atual administração entra para a história, infelizmente, por submeter seus munícipes a uma sequência de constrangimentos, transformando a Prefeitura em sinônimo de descontrole e vergonha pública.

No fim das contas, a pergunta que ecoa nas ruas é simples e direta: quem realmente deveria ser despejado?

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